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quarta-feira, abril 13

II - Teaghlaigh

Há músicas que marcam a alma!











Às 'minhas' três mosqueteiras
... porque "o seu lema é um por todos e todos por um" :)

domingo, maio 23

Encontrando[-me]... [2]

"Começou numa pequena noz de dor bem no meu intimo, mas esta foi crescendo cada vez mais até se transformar numa sufocante bola de sofrimento. Ela tinha morrido. Nunca mais voltaria a vê-la. Nunca mais voltaria a falar com ela. Nunca mais iria pegar-lhe na mão e chamar-lhe preguiçosa pateta. Nem senti-la a puxar-me os cabelos e ouvi-la dizer-me para parar de ser uma chata com cara de poucos amigos. Nem ficar apenas sentada com ela a ver televisão. Derramei a primeira vaga de lágrimas. Ela tinha-me abandonado. Eu tinha-a deixado, mas ela tinha-me abandonado a mim para sempre. A minha melhor amiga tinha morrido.
O meu corpo balançou-se novamente quando as lágrimas caíram numa nova torrente. Eu queria chorar assim desabar e ir-me abaixo."





 Peço todos os dias que voltes... que ocupes a cadeira que ficou vazia, a meu lado. Que venhas e me abraces... Que venhas e me digas que estou errada.. que as coisas não são assim. 
Que com o teu tom doce e meigo me digas que vai haver sempre alguém pela vida fora que terá a capacidade de me magoar, directa ou indirectamente. Que acontecerá sempre algo e que a vida não é a perfeição que conhecemos nos contos de fadas.
Mas, agora, queria que viesses e te sentasses na mesa, em frente a minha... voltando ao nosso tempo perfeito. Perdoa-me.
Perdoa-me pelas tantas vezes que rejeitei a tua mão quando, sempre disponível, ma estendeste, disposta a ajudar-me a erguer novamente. Pelas tantas vezes que não te soube reconhecer ao meu lado.
Dizem que quando perdemos alguém, reconhecemos sempre a sua importância na nossa vida. Reconhecemos o seu verdadeiro valor. E eu hoje reconheço-o. Perdoa-me por não o ter feito no tempo devido... por, principalmente, nem sempre te ter dito que gostava de ti. Nem sempre o ter demonstrado, escondendo-me por trás da máscara da indiferença, da frieza. 
Máscaras. 
Foste tu que me ensinaste o que elas significavam... E foste tu que me disseste que a minha era a da segurança. Segurança que não tinha. Que perdi.
E perdi-te a ti.
Perdi-te.



Palavras para quê?
Fazes-me falta...

quarta-feira, março 10

... for you! ,

(Everything I Do) I Do It For You
Bryan Adam


Look into my eyes
You will see what you mean to me
Search your heart, search your soul
And when you find me there
You'll search no more

Don't tell me
It's not worth trying for
You can't tell me
It's not worth dying for
You know it's true
Everything I do, I do it for you

Look into your heart
You will find
There's nothing there to hide
Take me as I am, take my life
I would give it all
I would sacrifice

Don't tell me
It's not worth fighting for
I can't help it
There's nothing I want more
You know it's true
Everything I do, I do it for you

There's no love like your love
And no other could give more love
There's nowhere, unless you're there
All the time, all the way!

Look into your heart, baby...

Oh, you can't tell me
It's not worth trying for
I can't help it!
There's nothing I want more.
Yeah, I would fight for you!
I'd lie for you!
Walk the wild for you!
Yeah, I'd die for you

You know it's true
Everything I do, ooooh,
I do it for you...




[Para a melhor Madrinha
... porque estarei sempre a teu lado!
És o meu orgulho.]

domingo, fevereiro 28

Encontrando[-me]... [1]

" Amar deve ser isto: deixar partir aqueles que amamos, porque, se os amamos, já os temos para sempre connosco. Amar talvez seja a melhor forma de ter alguém, e ter alguém talvez seja a pior forma de amar. "






[Margarida R.P. - Alma de Pássaro]

sexta-feira, janeiro 15

Um dia...

Um dia disseram-me...

"O tempo chega sempre, mesmo que nem sempre chegue a tempo." (provérbio oriental)








E quando eu deixei de querer mudar o tempo, percebi que tudo acontecia no tempo certo.

segunda-feira, janeiro 11

Encontrando[-me]...

"Às vezes desistir é o mesmo que vencer sem travar as batalhar. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, ás vezes o único que os homens conhecem."


"Eu também tenho medo, mas não digo nada. Gosto de sorrir para a vida e pensar que tudo vai correr bem, mesmo quando os dias me trocam as voltas e chego à noite estoirado a casa, sem encontrar sentido às coisas."





(algures na gaveta de Margarida Rebelo Pinto)

quarta-feira, dezembro 9

[sou] criança .


" " Diz o mestre:
Se você tiver que chorar, chore como as crianças.
Você foi criança um dia e uma das primeiras coisas que aprendeu a fazer na vida foi chorar; porque faz parte da vida. Nunca se esqueça de que você é livre e que demonstrar emoções não é uma vergonha. Grite, soluce alto, faça barulho, se tiver vontade - porque é assim que choram as crianças e elas sabem qual é a maneira mais rápida de sossegar os seus corações.
Você já reparou como as crianças param subitamente de chorar? Alguma coisa as distrai, algo lhes chama a atenção para uma nova aventura.
As crianças param de chorar muito depressa. Assim será também consigo - mas apenas se chorar como chora uma criança. "



Paulo Coelho - Maktub

quarta-feira, outubro 14

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, setembro 14

Esta coisa de gostar de alguém...



Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque
a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.


Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.

(Fernando Alvim)