
Quando o velho do banco do jardim se levantou, o seu caminhar era lento. Cada passo era contado e medido... sentido profundamente..
Era como se o chão fosse feito de pequenas agulhas que o fazem perder a pouca vontade que ainda tem de caminhar.
Cada passo parecia uma oração... um pedido para fazer só mais uma caminhada... aquela caminhada... Uma luta para chegar ao destino... (a uma casa vazia?)
Aquele velho, já travou muitas lutas e já lutou por muitos... e agora? está pra'li esquecido...
Quem procurará por ele?
Quem o encontrará?
Quem conseguirá olhar no fundo dos seus olhos e encontrar a solidão, o desespero? Quem compreenderá quando ele quiser (e tentar!) deixar de existir? Quem entenderá quando, em desespero, pedir desculpas pelos erros, falhas e esquecimentos já constantes? Quem sorrirá quando ele, com lágrimas nos olhos, agradecer simplesmente a presença?
Quem?
Quem será capaz?
E, depois de tudo, quem o amará?