Apetece-me gritar ao mundo esta dor que trago no ser.. que queima como se ácido fosse. Arrancar a pele já estragada por tantas lágrimas. E esconder tudo isso de ti.
É que a cada dia uma ruga nova surge nesse teu rosto que tantos traços tem de eterno.
Quantos sonhos há em ti?
Aperto-te a mão para que adormeças... e, enquanto dormes, penso “quantas histórias há em ti?”. E tu deixas-te ficar, na segurança do aconchego que te ofereço.
Tens o sono agitado e acordas em sobressalto.
É sempre assim.
Levantas a mão no escuro e traças um desenho invisível no ar... passas a mão nas coisas que te rodeiam... como se pudesses assim limpar o mundo.
Olho-te. Puxas as mantas e escondes a cara.
- Não tenhas medo – sussurro – Eu estou contigo, já passou.
Voltou tudo ao início...
Anda, vamos dormir. Foi só um sonho mau...
Já passou. Tudo vai passar...











